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Mestrado em Estudos de Teatro

Diário da República

Programa

Quadro Sinóptico

Regulamento

Impresso de Candidatura 

 


Programa

Programa de Mestrado
2011-2012

Diário da República, 2.ª Série, n.º 60, de 26 de Março de 2010
Despacho n.º 5554/2010

“Os principais objectivos deste ciclo de estudos são: desenvolver os conhecimentos adquiridos no 1.º ciclo no sentido de se especializar no domínio científico dos Estudos de Teatro; promover a investigação em (e sobre) as instituições ligando a universidade com a realidade do teatro nos seus múltiplos aspectos; possibilitar o domínio de um aparelho conceptual e metodológico que permita não apenas conhecer o campo que visa estudar, mas também questioná-lo e reflectir sobre a sua importância e valor; estimular a investigação original e possibilitar o desenvolvimento de estudos sobre aspectos importantes da prática artística na pluralidade disciplinar em que existe (na relação com a literatura, as artes plásticas, a música, a dança, etc.) e nas relações várias que estabelece com a sociedade (nos domínios cultural, sociológico, ético, económico, de gosto, etc.); dominar um discurso académico, ou seja, bem estruturado, de reflexão própria, sabendo integrar correctamente a informação recolhida em suporte bibliográfico ou outro; desenvolver o gosto e a competência na produção de pensamento próprio, sendo capaz de expressá-lo quer em discurso oral, em conferências e congressos (nacionais e estrangeiros), quer em discurso escrito em publicações especializadas (nacionais e estrangeiras).”

Professor Coordenador: Maria Helena Serôdio
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Professores que leccionam no programa: Ana Paula Laborinho, José Pedro Serra, Maria Helena Serôdio, Maria João Almeida, Maria João Brilhante, Vera San Payo de Lemos.

Número total de créditos a obter nos 4 semestres: 120 ECTS

Número de vagas: 12

1.º semestre

História do Teatro (12 ECTS), sexta-feira, das 10h00 às 13h00
Prof. Doutor José Pedro Serra
As metamorfoses da tragédia e as reinvenções do trágico
Tentativa de delinear alguns dos principais rostos da tragédia e do trágico, auscultando grandes questões filosófico-literárias que aí se acolhem. Reflectiremos sobre o surgimento da tragédia na Atenas do século V a.C. integrando-a no contexto político, social, cultural e religioso que a envolve, auscultando as dúvidas e inquietações que a animam, observando os múltiplos aspectos  que se prendem com a representação teatral. A partir do desenho do original rosto grego da tragédia, procuraremos acompanhar algumas das metamorfoses fundamentais deste género literário, não negligenciando as reflexões filosóficas que, ao longo dos séculos, incidiram sobre a tragédia e o trágico.


Documentação (12 ECTS), sexta-feira, das 14h00 às 17h00
Prof.ª Doutora Maria Helena Serôdio
O teatro nos anos 20 em Portugal
Integrando uma visão geral da história da cultura e das artes em Portugal nesta década do séc. XX, o programa visa fazer um levantamento sistemático do que então em teatro (e sobre o teatro) se escreveu, publicou, ensinou, representou, cantou e criticou, no sentido de definir um ethos (também artístico) e perceber momentos de bloqueio, ruptura, reorientação política e reformulação teórica das artes. O trabalho prático consiste em pesquisar a documentação disponível para se fazer um levantamento, o mais exaustivo possível, de companhias de teatro, casas de espectáculos, publicações (peças, monografias, memórias, periódicos especializados, etc.), modelos de formação do actor, espectáculos de teatro (com uma atenção específica à opereta), recepção crítica na imprensa, etc., visando recuperar uma atmosfera de criação artística e sua relação com a vida política, social e intelectual desse período. Debate em torno das posições teóricas e das propostas artísticas de, entre outros, Raul Brandão, Fernando Pessoa, Almada Negreiros e António Ferro.

Bibliografia
FRANÇA, José-Augusto (1992), Os anos vinte em Portugal. Lisboa: Presença.
NERY, Rui Vieira Nery (Coord.) (2010), A República das artes (9 vols.: I: Literatura; II – Teatro; III – Pintura; IV – Escultura; V – Arquitectura; VI – Fotografia; VII – Cinema; VIII – Caricatura; IX - Música). Lisboa: Tugaland (Diário de Notícias)
PESSOA, Fernando (1973), Páginas de estética e de teoria e crítica literárias. (Coord. Georg Rudolf Lind e Jacinto Prado Coelho). Lisboa: Ática.
REBELLO, Luiz Francisco (2010), Três espelhos: Uma visão panorâmica do teatro português do Liberalismo à Ditadura (1820-1926). Lisboa: IN-CM.
TÉRCIO, Daniel (Coord.) (2010), Dançar para a República. Lisboa: Caminho.
VIEIRA, Joaquim (2010), Fotobiografias séc. XX: Almada Negreiros. Lisboa: Temas e Debates, Círculo de Leitores.


Tópicos de Políticas Culturais (12 ECTS), sexta-feira, das 17h00 às 21h00
Prof.ª Doutora Ana Paula Laborinho
Cultura em crise
A reflexão sobre as dimensões culturais da globalização (Appadurai, 1996) contempla a questão do local e tem vindo a integrar a valorização da diversidade (UNESCO, 2001). A partir do reconhecimento da crescente importância da cidade enquanto espaço privilegiado das dinâmicas local/global, analisaremos práticas culturais urbanas e modelos de políticas culturais. Tomando o valor atribuído à criatividade (economia criativa, indústrias criativas, cidades criativas, classes criativas), veremos as oportunidades, desafios e respostas do setor cultural no atual contexto de crise internacional, tomando casos de cidades e espaços urbanos.

Bibliografia
AA.VV (2007), A Urgência da Teoria. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
APPADURAI, Arjun (1996), Dimensões Culturais da Globalização. Lisboa: Teorema, 2004.
COSTA, Pedro (2007), A Cultura em Lisboa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.
LOPES, João Teixeira (2000), A Cidade e a Cultura. Um estudo sobre práticas culturais urbanas. Porto: Câmara Municipal do Porto.
RIBEIRO, António Pinto (2004), Abrigos. Condições das Cidades e Energia da Cultura. Lisboa: Cotovia.
SANTOS, Maria de Lourdes Lima & PAIS, José Machado (2010), Novos Trilhos Culturais. Práticas e Políticas. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.
WOOD, Phil & LANDRY, Charles (2008) The Intercultural City. Planning for diversity advantage, London, Earthscan.


Iconografia Teatral (6 ECTS), sábado, das 10h00 às 13h00
Prof.ª Doutora Maria João Brilhante
A imagem do teatro: estudar representações da representação
A discussão terá por base um corpus textual constituído segundo perspectivas da história da arte, da história do teatro, dos estudos culturais e da teoria e estética das artes visuais. Algumas questões a colocar a um conjunto de imagens de actores, de cena e de edifícios de teatro serão: É possível representar através de imagens uma prática artística efémera? Qual o estatuto da imagem do teatro? Como analisar imagens relacionadas com o teatro? Produzir-se-á trabalho prático a partir da base de dados iconográfica OPSIS construída pelo Centro de Estudos de Teatro.

Bibliografia
PANOFSKY, Erwin, 1995, Estudos de iconologia, temas humanísticos na arte do renascimento. Lisboa: Editorial Estampa (1º ed. 1939, Studies in Iconology).
GOMBRICH, E.H., 1992, Art & Illusion. A study in the psychology of pictorial representation. London: Phaidon (1ª ed. 1959).
KRESS, Gunther, van Leeuwen, 1999, Theo, Reading images. The grammar of visual Design. London: Routledge.
KULVICKI, John, 2006, On images their structure and content. London and New York: Oxford University Press.
STURKEN, Marita and Cartwright, Lisa, 2002, Practices of looking. An introduction to visual culture. London and New York: Oxford University Press.
TAYLOR, Joshua C., 1981, Learning to look. A Handbook for the Visual Arts. Chicago and London: The University of Chicago Press (1ªed. 1957)
ELKINS, James (ed.), 2008, Visual Literacy. London: Routledge.
GOODMAN, Nelson, 1995, Modos de Fazer mundos. Lisboa: Edições Asa (1ª ed.1978, Ways of Worldmaking).
Um teatro sem teatro. Museu Colecção Berardo. Arte moderna e contemporânea e Museu d’Art Contemporani de Barcelona, s.d.

2.º semestre

Estética do Teatro (12 ECTS), sexta-feira, das 10h00 às 13h00
Prof.ª Vera San Payo de Lemos
Concepções estéticas e práticas cénicas que marcaram o século XX
Conhecer a pluralidade de práticas performativas e as concepções estéticas de criadores que marcaram a cena teatral do século XX; reflectir criticamente sobre os seus pressupostos e estabelecer paralelismos com teorias e práticas dos nossos dias. Analisar as concepções estéticas que enformam textos escritos para teatro ou espectáculos contemporâneos. Estudo de momentos representativos da evolução da estética teatral do princípio do século XX até aos nossos dias com base em textos e espectáculos de Marinetti, Meyerhold, Maiakosvki, Piscator, Brecht, Artaud, Grotowski, Rimini Protokoll, Heiner Müller, Elfriede Jelinek e Christoph Schlingensief.

Bibliografia
BORIE, Monique / de ROUGEMONT, Martine, SCHERER, Jacques (Orgs.) (1996). Estética teatral. Lisboa: F. Calouste Gulbenkian.
FISCHER-LICHTE, Erika (1997). The Show and the Gaze of Theatre: A European Perspective. Iowa City: University of Iowa Press.
GOLDBERG, Roselee (2007). A arte da performance: Do futurismo ao presente. Lisboa: Orfeu Negro.
GUINSBURG, J., FERNANDES, Sílvia (Orgs.) (2008). O pós-dramático: um conceito operativo? São Paulo: Perspectiva.
HUXLEY, Michael / WIITS, Noel (Org.) (1997). The Twentieth Century Performance Reader. London: Routledge.
LEHMANN, Hans-Thies (2006). Postdramatic Theatre. London & New York: Routledge.
TAXIDOU, Olga (2007). Modernism and Performance: Jarry to Brecht. Houndmills & New York: Palgrave Macmillan.


Análise de espectáculos (6 ECTS), sexta-feira, das 15h00 às 18h00
Prof.ª Doutora Maria Helena Serôdio
A abordagem da cena: Modalidades analíticas e perspectivas críticas
O programa visa problematizar modos de análise de espectáculos tendo em conta travessias disciplinares, componentes da cena e condições do acto crítico. Discussão em torno de alguns conceitos fundadores e de questões de metodologia de análise, bem como de avaliação da dimensão histórica e relacional do espectáculo. Práticas analíticas a partir de espectáculos em cartaz.

Bibliografia
CHARVET ; P. et al. (1992), Pour pratiquer les textes de théâtre. Bruxelas : De Boeck-Wesmael.
HELBO, André et al. (1987), Théâtre. Modes d’approche. Paris: Méridiens Klincksieck.
PAVIS, Patrice (1996), L’analyse des spectacles. Paris: Nathan (trad. brasileira de Sérgio Sálvia Coelho. S. Paulo: Perspectiva, 2003).
_____ (2010), A encenação contemporânea: Origens, tendências, perspectivas. São Paulo: Perspectiva.
PFISTER, Manfres (1993), The theory and Analysis of Drama. Cambridge: CUP.
PICON-VALLIN, Béatrice (Org.), (2004), La scène et les images. Paris : CNRS.
SARRAZAC, Jean-Pierre (2009), Critique du théâtre : De l’utopie au désenchantement (Penser le théâtre). Belval : Circé.
_____ (2009), A invenção da teatralidade, Brecht em processo, O jogo dos possíveis. Trad. e apresentação de Alexandra Moreira da Silva. Porto: Deriva.


História do Teatro em Portugal (12 ECTS), sábado, das 10h00 às 13h00
Prof.ª Doutora Maria João Almeida
A evolução do repertório no século XVIII
O Programa visa reflectir sobre a constituição de repertório(s) nos teatros públicos, nomeadamente de Lisboa, no decurso de Setecentos, implicando nessa reflexão a abordagem, entre outros, de tópicos como teatro e correntes culturais, teatro e censura, teatro e poder.

Fontes
Documentação disponível em HTPonline (Documentos para a História do Teatro em Portugal: http://www.fl.ul.pt/cethtp/webinterface/default.htm)

Bibliografia
BARATA, José Oliveira, História do Teatro Português (1991). Lisboa: Universidade Aberta.
BRAGA, Teófilo, Historia do theatro portuguez [vol. 3], A baixa comedia e a opera no século XVIII (18719. Porto: Imprensa Portugueza.
BRITO, Manuel Carlos de, Opera in Portugal in the Eighteenth Century (1989). Cambridge: Cambridge University Press.
CARREIRA, Laureano, O teatro e a censura em Portugal na segunda metade do século XVIII (1988). Lisboa: IN-CM.
CICCIA, Marie-Noëlle, Le Théâtre de Molière au Portugal au XVIIIe siècle (2003). Paris: Centre Culturel Calouste Gulbenkian.
DI PASQUALE, Daniela, Metastasio al gusto portoghese. Traduzioni e addatamenti del melodramma metastasiano nel Portogallo del Settecento, Roma, Aracne, 2007.
MIRANDA, José da Costa, Estudos Luso-Italianos (1990). Lisboa: ICALP.
PEÑA, Mercedes de los Reys e DONOSO, Piedad Bolaños, “Presencia de comediantes españoles en el Patio de las Arcas de Lisboa (1700-1755)”, El Escritor y la escena (1993). Ciudad Juárez: Universidad Autóma de Ciudad Juárez.
SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Teatro de outros tempos. Elementos para a história do teatro português (1933) Lisboa, Livraria Coelho, 1933.


Tópicos de Gestão cultutal (6 ECTS), sexta-feira, das 18h00 às 21h000
Professor a designar

Opção livre (6 ECTS): Qualquer seminário de 2.º ciclo que funcione na FLUL.

 


Quadro Sinóptico

Unidade Curricular Docente Horário  Sala Semestre Créditos
(ECTS)
Observações
História do Teatro José Pedro Serra Sexta-feira
10h00-13h00

Sala Polivalente
do DEA

S1 12

Obrigatório para o percurso científico com tese e para o de gestão cultural

Documentação Maria Helena Serôdio Sexta-feira
14h00-17h00

Sala Polivalente
do DEA

S1 12

Para o percurso científico com tese

Tópicos de Políticas Culturais Ana Paula Laborinho Sexta-feira
17h00-21h00

Sala Polivalente
do DEA

S1 12

Para o percurso de gestão cultural

Iconografia Teatral Maria João Brilhante Sábado
10h00-13h00

Sala Polivalente
do DEA

S1 6

Obrigatório para o percurso científico com tese e para o de gestão cultural

Estética do Teatro Vera San Payo Lemos Sexta-feira
10h00-13h00

Sala Polivalente
do DEA

S2 12

Obrigatório para o percurso científico com tese e para o de gestão cultural

Análise de Espectáculos Maria Helena Serôdio Sexta-feira
15h00-18h00

Sala Polivalente
do DEA

S2 6

Para o percurso científico com tese

História do Teatro em Portugal Maria João Almeida Sábado
10h00-13h00

Sala Polivalente
do DEA

S2 12

Obrigatório para o percurso científico com tese e para o de gestão cultural

Tópicos de Gestão Cultural a designar Sexta-feira
18h00-21h00

Sala Polivalente
do DEA

S2 6

Para o percurso de gestão cultural

Opção Livre 6

Qualquer seminário de 2.º ciclo que funcione na FLUL


Regulamento

Introdução
O Mestrado em Estudos de Teatro recolhe a experiência do Curso de Especialização e do Curso de Mestrado em Estudos de Teatro que funcionam na Faculdade de Letras desde 1992 e 1998, respectivamente, estando agora adequado ao modelo do segundo ciclo decorrente do Processo de Bolonha, registado como R/B – AD – 561/2007 do Ministério da Ciência e do Ensino Superior.

Este Regulamento, elaborado nos termos do Art.º23 do Regulamento de Estudos Pós-Graduados da Universidade e do Capítulo III do Decreto-Lei n.º 74/2006 de 24 de Março, substitui os Regulamentos em vigor incluídos nas Deliberações n.º 1057/2003 e n.º 1402/2003 da Reitoria da Universidade de Lisboa.

a) Regras de admissão

1. Habilitação de acesso

Podem candidatar-se ao acesso ao ciclo de estudos conducente ao grau de mestre em Estudos de Teatro:

1.1. Titulares de grau de licenciado ou equivalente egal;

1.2. Titulares de grau académico superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um estado aderente a este Processo;

1.3. Titulares de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objectivos do grau de licenciado pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras.

1.4. Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional que seja reconhecido como atestando capacidade para a realização deste ciclo de estudos pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras.

2. Os candidatos deverão possuir conhecimento passivo de pelo menos uma língua estrangeira.

3. Normas de candidatura

Os candidatos devem juntar ao boletim de candidatura os seguintes documentos: i) certidão de licenciatura ou grau académico equivalente; ii) curriculum vitae, científico ou profissional com cópias dos documentos a que faz referência; iii) declaração de intenções de 750 palavras que identifique os objectivos do candidato.

4. Critérios de selecção e de seriação

4.1. Os candidatos são seleccionados pela comissão designada para esse efeito pela Comissão Científica do Programa de Estudos de Teatro.

4.2. A selecção dos candidatos terá em conta, por ordem de prioridade a apreciação dos seguintes elementos: i) Prova escrita; ii) Entrevista; iii) Declaração de intenções; iv) Classificação da licenciatura ou grau académico equivalente e certificado de disciplinas realizadas; v) Curriculum.

4.3. No final das entrevistas é tornada pública a lista dos candidatos admitidos.

5. Processo de fixação e divulgação das vagas

5.1.As vagas são fixadas anualmente pelo Conselho Científico, sob proposta da Comissão Científica do Programa em Estudos de Teatro.

5.2. O número de vagas será divulgado pelos meios habituais e na página da Universidade de Lisboa, em www.ul.pt.

6. Prazos de candidatura

6.1. Os prazos de candidatura serão fixados anualmente pelo Conselho Directivo da FLUL e divulgados pelos meios habituais e na página da Universidade de Lisboa, em www.ul.pt.

6.2. Dentro dos prazos para tal definidos, os candidatos admitidos devem matricular-se nos Serviços Académicos da Faculdade e inscrever-se nos vários seminários a frequentar.

b) Condições de funcionamento

1. A concessão do grau de mestre obriga à conclusão de um ciclo de estudos com 120 créditos e uma duração normal de quatro semestres, compreendendo: a) frequência e aprovação num curso de especialização, denominado curso de mestrado nos termos da alínea a) do n.º1. do artigo 20º do Decreto-Lei n.º74/2006, de 24 de Março, com a duração mínima de dois semestres, significando uma carga mínima de trabalho do aluno correspondente a 60 créditos; b) Uma componente de trabalho autónomo supervisionado, correspondente a 42 créditos do ciclo de estudos.

2. O Programa fixa anualmente o número de vagas, tendo em conta as condições existentes. O número de vagas é tornado público com antecedência, juntamente com as descrições dos cursos e horários para o ano lectivo em questão.

3. O Conselho Científico nomeará, no início de cada ano lectivo, sob proposta da Comissão Científica do PET, o professor coordenador do ciclo de estudos.

4. Compete ao professor coordenador:

4.1. Coordenar o funcionamento do ciclo de estudos;

4.2. Coordenar com os órgãos da FLUL a orientação geral do ciclo de estudos de mestrado.

5. Compete à Comissão Científica do Programa em Estudos de Teatro propor ao Conselho Científico:

5.1. A selecção dos candidatos à frequência do ciclo de estudos;

5.2. A aprovação dos temas e planos dos trabalhos finais, que terão a forma de dissertação, ou relatório de estágio ou projecto.

5.3. A aprovação dos orientadores da dissertação, do estágio e respectivo relatório ou do projecto.

5.4. A constituição dos júris para apreciação das dissertações, dos relatórios de estágio ou do projecto.

c) Estrutura curricular

1. O grau de mestre em Estudos de Teatro é conferido aos que tiverem obtido 120 créditos, através da frequência e aprovação no curso de especialização em Estudos de Teatro (60 créditos), denominado curso de mestrado, da aprovação de uma opção livre (6), numa componente de trabalho autónomo orientado denominada seminários de orientação (12 créditos) e da aprovação na defesa de um trabalho final, original (42 créditos).

2. A estrutura curricular e o plano de estudos figuram em anexo no final deste Regulamento.

3. Na sua estrutura curricular estão definidos três percursos, criando a possibilidade de uma via científica (com dissertação) – opção 1 –, e duas profissionalizantes – opções 2 e 3 –, em que uma aponta para um estágio de que resulte um relatório, e outra que permite ou a) um estágio conducente a relatório, ou b) a apresentação de um projecto na área da gestão ou criação de teatro, decorrente de um processo de trabalho em contacto com alguma estrutura da realidade artística nacional ou estrangeira no âmbito da qual esteja a realizar o estágio.

d) Concretização da componente a que se refere a alínea b) do n.º1 do artigo 20º

1. O ciclo de estudos conducentes ao grau de mestre em Estudos de Teatro integra três tipos de trabalho final, a definir, individualmente, com cada aluno, designadamente, a elaboração de uma dissertação de natureza científica, original e especialmente realizada para este fim e a sua discussão e aprovação, ou a realização de um estágio de natureza profissional e a discussão e aprovação do seu relatório final ou de um projecto realizado no âmbito do estágio.

2. A dissertação, ou o estágio e respectivo relatório ou projecto correspondem a 42 créditos e uma duração normal de 2 semestres curriculares de trabalho dos alunos.

e) Precedências e avaliação de conhecimentos

1. A aprovação do curso de mestrado é expressa no intervalo 10-20 da escala numérica inteira de 0 a 20, bem como no seu equivalente na escala europeia de comparabilidade de classificações, nos termos do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 42/2005, de 22 de Fevereiro.

2. Aos candidatos aprovados podem ser atribuídas as menções qualitativas de Suficiente, Bom, Muito Bom e Excelente, nos termos do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 42/2005, de 22 de Fevereiro.

3. Aos alunos aprovados no curso de mestrado é conferido um diploma e respectivo suplemento ao diploma, emitidos pela Reitoria da Universidade de Lisboa, no prazo máximo de 90 dias, após a sua requisição pelo interessado.

4. A inscrição no Seminário de Orientação II implica a aprovação prévia no Seminário de Orientação I e o segundo semestre de estágio implica também uma classificação positiva obtida no 1.º semestre do estágio.

f) Prescrição do direito à inscrição

1. O prazo máximo para a conclusão do ciclo de estudos conducente à obtenção do grau de mestre é, para os alunos inscritos em tempo integral, o da duração do ciclo de estudos, acrescido de 50% da duração do mesmo, findo o qual prescreve o direito à matrícula.

2. O prazo máximo para a conclusão do ciclo de estudos conducente à obtenção do grau de mestre é, para os alunos inscritos que comprovem o estatuto de trabalhadores-estudantes, o dobro do prazo máximo definido no número anterior.

g) Orientação da dissertação, relatório de estágio ou projecto

1. Os orientadores da dissertação, do estágio e respectivo relatório ou projecto são nomeados pelo Conselho Científico, sob proposta da Comissão Científica do Programa em Estudos de Teatro.

2. Os orientadores deverão ser doutores da FLUL.

3. Também poderão ser nomeados como orientadores, pelo Conselho Científico, especialistas de mérito reconhecido pela Comissão Científica do Programa em Estudos de Teatro, e por ela propostos.

4. A orientação pode ser assegurada em regime de co-orientação por dois orientadores, nacionais e estrangeiros, desde que um seja da FLUL.

h) Apresentação e entrega da dissertação

1. A dissertação deverá respeitar as seguintes características:

1.1. Uma extensão máxima de 35000 palavras;

1.2. Quando tal se revele necessário, certas partes da dissertação, designadamente anexos, podem ser apresentadas exclusivamente em suporte informático.

1.3. Conter dois resumos, um em português e outro noutra língua comunitária, de 500 palavras, e cinco palavras-chave.

1.4. A capa da dissertação deve incluir o nome da Universidade, da Faculdade e do Programa, o título do trabalho, o nome do candidato, a designação da especialidade do mestrado e o ano de conclusão do trabalho.

1.5. A primeira página (página de rosto) deve ser cópia da capa, incluindo ainda a referência ao nome do orientador ou orientadores, precedida da expressão “Dissertação orientada por”. As páginas seguintes devem incluir os resumos acompanhados pelas palavras-chave.

1.6. Para efeitos de depósito legal, nomeadamente junto da Biblioteca Nacional e do Observatório da Ciência e do Ensino Superior, da responsabilidade da unidade orgânica onde decorrem as provas, e de arquivo no Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de Lisboa, SIBUL, os trabalhos finais devem ser sempre acompanhados de três exemplares em CD-ROM ou suporte similar.

2. O aluno deverá solicitar a realização das provas para apreciação da dissertação, do relatório de estágio ou do projecto em requerimento dirigido ao Presidente do Conselho Científico no final do período reservado para a elaboração desse trabalho final.

3. No caso das dissertações de mestrado, este requerimento deverá ser acompanhado do impresso da declaração em como autoriza que o resumo da mesma seja disponibilizado para consulta digital através do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de Lisboa, nos termos da Deliberação n.º83/2006, da Comissão Científica do Senado de 28 de Junho.

i) Prazos para a defesa da dissertação, do relatório de estágio ou do projecto

O acto público de defesa da dissertação, do relatório de estágio ou do projecto, deverá ser agendado até ao máximo de 60 dias após o despacho da sua aceitação pelo Conselho Científico.

j) Composição, nomeação e funcionamento do júri

1. O júri para apreciação da dissertação, do relatório de estágio ou do projecto é nomeado pelo Conselho Científico da FLUL, sob proposta da Comissão Científica do Programa em Estudos de Teatro, no máximo de 30 dias úteis após o despacho de aceitação da dissertação, relatório ou projecto.

2. O despacho de nomeação deverá ser afixado em local público da faculdade e divulgado na página da Universidade de Lisboa, em www.ul.pt.

3. O júri é constituído por três a cinco membros, incluindo o orientador ou os orientadores.

4. Os membros do júri devem ser especialistas no domínio em que se insere a dissertação, relatório de estágio ou projecto e são nomeados de entre nacionais ou estrangeiros titulares do grau de doutor ou especialistas de mérito reconhecido como tal pelo Conselho Científico.

5. As deliberações do júri são tomadas por maioria dos membros que o constituem, através de votação nominal justificada, não sendo permitidas abstenções.

6. Das reuniões do júri são lavradas actas, das quais constam os votos de cada um dos membros e a respectiva fundamentação, que pode ser comum a todos ou alguns membros do júri.

7. O presidente do júri pode solicitar a todos os membros do júri que se pronunciem por escrito sobre a aceitação da dissertação, do relatório de estágio ou projecto e sobre a designação dos arguentes principais. No caso de haver unanimidade dos membros do júri, estas decisões serão ratificadas em reunião do júri momentos antes do acto público de defesa da dissertação, do relatório de estágio ou projecto. No caso de não haver unanimidade dos membros do júri, realizar-se-á uma reunião antes do acto público.

l) Provas de defesa da dissertação, do relatório de estágio ou do projecto

1. O acto público de defesa da dissertação, do relatório de estágio ou do projecto deverá ser marcado no máximo de 30 dias após a nomeação do júri.

2. O Edital das provas deverá ser afixado em local público da faculdade e divulgado na página da Universidade de Lisboa, em www.ul.pt.

3. A discussão da dissertação, do relatório de estágio ou do projecto não poderá exceder os noventa minutos e nela podem intervir todos os membros do júri.

4. O candidato deverá dispor de tempo idêntico ao utilizado pelos membros do júri.

m) Classificação final

1. A classificação final da parte curricular do mestrado corresponde à média aritmética das classificações das unidades lectivas constantes no plano de estudos.

2. A classificação final do grau de mestre é atribuída pelo júri nomeado para apreciar e discutir a dissertação, o relatório de estágio ou o projecto sendo expressa pelas fórmulas Recusado ou Aprovado.

3. Aos alunos aprovados são atribuídas classificações no intervalo 10-20 da escala numérica inteira de 0 a 20, bem como no seu equivalente na escala europeia de comparabilidade de classificações, nos termos do Art.º 19.º do Decreto-Lei n.º 42/2005, de 22 de Fevereiro.

4. As classificações previstas no número anterior podem ser acompanhadas de menções qualitativas de Suficiente, Bom, Muito Bom e Excelente, nos termos do Art.º 17.º do Decreto-Lei n.º 42/2005, de 22 de Fevereiro.

n) Diplomas e cartas de cursos

1. Aos alunos aprovados no curso de mestrado é conferido um Diploma em Estudos de Teatro e respectivo suplemento ao diploma, emitidos pela Reitoria da Universidade, no prazo máximo de 90 dias, após a sua requisição pelo interessado.

2. Aos alunos aprovados na defesa pública de uma dissertação de mestrado, relatório ou projecto é concedido o grau de Mestre em Estudos de Teatro, titulado por uma carta de curso e respectivo suplemento ao diploma, emitidos – nos termos do artigo 29º do Regulamento de Estudos Pós-Graduados da Universidade de Lisboa – pela Reitoria da Universidade, no prazo máximo de 90 dias, após a sua requisição pelo interessado.

o) Acompanhamento pelos órgãos pedagógico e científico

1. O acompanhamento pedagógico processa-se conforme disposto no artigo 4º do Regulamento de Estudos Pós-Graduados da Universidade de Lisboa.

2. O acompanhamento científico processa-se conforme disposto no artigo 3º do Regulamento de Estudos Pós-Graduados da Universidade de Lisboa.

p) Avaliação das actividades lectivas

1.Todas as actividades lectivas serão avaliadas pelos alunos através do preenchimento de questionários a elaborar para o efeito pelo Conselho Científico e o Conselho Pedagógico da Faculdade.

2. Todas as avaliações são anónimas.

3. Todos os resultados são mantidos confidenciais.

4. Das avaliações será guardado registo no Conselho Científico, no Conselho Pedagógico da Faculdade e no Programa.

5. Será garantido o acesso dos docentes avaliados às respectivas avaliações.