A Faculdade de Letras é a escola de humanidades da Universidade de Lisboa. A Universidade de Lisboa é herdeira da Universidade portuguesa, criada em Lisboa como Estudo Geral em 1288 e transferida para Coimbra em 1537.

No século XIX existiam em Lisboa várias escolas superiores que em 1911 foram integradas numa única Universidade. Entre as faculdades originais desta universidade estava a Faculdade de Letras, formada a partir do Curso Superior de Letras, fundado em 1859 por D.Pedro V. Do Curso, por onde passou Fernando Pessoa em 1906/7, transitaram em 1911 para a Faculdade os alunos e os professores, entre os quais Adolfo Coelho, David Lopes, José Leite de Vasconcelos e Teófilo Braga. Em 1997 morreu o último professor da Faculdade que tinha sido discípulo de José Leite de Vasconcelos: o Professor Manuel Viegas Guerreiro.
Quando foi fundada, a Faculdade de Letras de Lisboa oferecia cursos e graus naquelas que eram consideradas as grandes áreas das humanidades: Filosofia, História e Filologia. Algumas dessas áreas subdividiram-se, alteraram-se e mudaram de nome. Entre elas, a Psicologia, a Pedagogia e a Geografia, durante muito tempo também ensinadas na Faculdade, autonomizaram-se como unidades orgânicas da Universidade. Ao longo dos anos, o número de cursos oferecidos na Faculdade aumentou muito, incluindo hoje também uma licenciatura da Universidade, em conjunto com as Faculdades de Ciências e de Belas-Artes: a licenciatura em Estudos Gerais.
Até meados dos anos 80 do século passado a Faculdade ofereceu apenas cursos de licenciatura. Hoje oferece também cursos de mestrado e doutoramento, para além de outros cursos de pós-graduação e cursos livres. Em 1911 a Faculdade tinha 83 alunos. Em 1960, cerca de 2000. Em 1967 atingiu 10.000 alunos. A partir dessa altura o número de alunos voltou a decrescer. A Faculdade tem hoje cerca de quatro mil alunos, um terço dos quais de mestrado e doutoramento.
Ao longo dos últimos cem anos muitos professores e alunos da Faculdade marcaram a vida intelectual da universidade e a vida pública portuguesa. Entre estes contam-se Simonetta Luz Afonso, António Franco Alexandre, Francisco Vieira de Almeida, José Leitão de Barros, Sophia de Mello Breyner Andresen, Manuel Antunes, Maria Isabel Barreno, Maria Barroso, Maria de Lourdes Belchior, Ruy Belo, José Mário Branco, Fiama Hasse Pais Brandão, Manuel Maria Carrilho, Mário Tavares Chicó, Hernâni Cidade, Luís Lindley Cintra, Luís Miguel Cintra, António Borges Coelho, Eduardo Prado Coelho, Jacinto Prado Coelho, João Bénard da Costa, Maria Velho da Costa, Pedro Costa, Gastão Cruz, Mário Dionísio, R. M. Rosado Fernandes, José Medeiros Ferreira, Maria Aliete Galhoz, Jaime Gama, Jorge Gaspar, Fernando Gil, Luísa Costa Gomes, Teresa Patrício Gouveia, Manuel Gusmão, Ana Hatherly, Maria Teresa Horta, João Miguel Fernandes Jorge, Luiza Neto Jorge, Nuno Júdice, Adília Lopes, M. S. Lourenço, Jorge Borges de Macedo, A. H. de Oliveira Marques, Fernando Mascarenhas, José Mattoso, Jorge Silva Melo, Jorge Molder, Maria Filomena Molder, Maria Filomena Mónica, Manuel Hermínio Monteiro, David Mourão-Ferreira, Vitorino Nemésio, Rui Vieira Nery, Luiz Pacheco, Irene Pimentel, Virgínia Rau, Orlando Ribeiro, Delfim Santos, Maria João Seixas, Joaquim Veríssimo Serrão, Mário Soares, António José Saraiva, Cláudio Torres, Vasco Pulido Valente, Joana Morais Varela e Eugénia Vasques.